RELATOS DE
UM TEMPO DE DOR...
No meu
diário gravei as dores que sua ausência me causou.
A distância
que me matava um pouquinho a cada dia.
Meu peito
sangrava a cada palavra que eu lá escrevia.
Ferido por
um espinho profundamente enfiado meu ser sofria.
Cada vez
ele chegava mais no fundo.
Tive um
pesar profundo.
Tinha
febres, delírios.
Busquei
alcançá-lo só com a força de meu amor.
E não
bastava.
Eu não o
alcançava.
Eu podia
arrancá-las todas.
As páginas
borradas com minhas lágrimas.
Eu podia
esquecer que as tinha escrito,
Mas como se
elas
estavam
também gravadas em min’alma?
Nas minhas
recordações.
Nas noites
mal dormidas.
No
amanhecer que mal despontava e me pegava caminhando.
Cada vulto
era um pouco de você que me chegava.
E você não
vinha.
Tantas
promessas tinha me feito.
Era tudo
uma fantasia.
Utopia da
minha mente prodigiosa.
Quis contar
em verso e prosa de meu amor...
E doeu...
As palavras
no diário parecem ter sido escritos por outra pessoa... não eu...
sonia delsin

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