quinta-feira, 12 de setembro de 2013



GUARDIÃO... E GUARDIÃ

Dê-me a sua mão, guardião.
Nossas mãos estreitadas...
Tão parecidas.
Diria idênticas?... Nossas digitais são diferentes.
Tantas vezes as tive entre as minhas e tantas vezes cheguei a confundir...
As suas como minhas cheguei a sentir.
Era a minha? Era a sua?
Um dia me contou:
─ Mãe, há momentos que não sei qual é sua. Qual a minha.
Delicia!
Nossos dedos semelhantes.
Nossas mãos quase iguais.
Alguém um dia me falou:
─ Sabe qual é o segredo destas mãos? Ele é seu guardião. Dele você é guardiã.
Não sei se quem me garantiu isso é tão entendido.
Nem sei se devia dar ouvido.
Mas faz sentido.
Pelo muito que tenho vivido.
Filho, o meu guardião em tanta ocasião você tem sido.
E eu a sua guardiã com esta minha mão irmã.
Filho, eu o amo tanto.
Você é meu encanto.
Existem mistérios sim. Termos mãos assim parecidas... São os mistérios da vida.

sonia delsin 

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